Imersão com Neide Rigo

De 25 a 27 de setembro, a Serrinha oferece uma imersão prática com a nutricionista, cozinheira e escritora Neide Rigo.

Será uma vivência sobre Panc (Plantas Alimentícias Não Convencionais), biodiversidade dos alimentos brasileiros e conexão com o ato de plantar, colher e cozinhar.  Os participantes irão explorar na prática o conceito de cozinha circunstancial como ato de preparar alimentos incorporando espécies negligenciadas que encontramos ao nosso redor, seja no campo ou na cidade. Colheremos, identificaremos e cozinharemos com as Panc da Serrinha.

Mas, claro, nem tudo será feito no improviso. Vivenciaremos preparos com milho e mandioca e falaremos sobre seus processos, praticando técnicas simples que podem ser incorporadas no nosso dia a dia, contribuindo para nossa autonomia alimentar de forma saudável e barata.

O programa é aberto a todos, sejam pessoas que atuam com gastronomia ou apenas interessados em uma alimentação mais artesanal, saudável e possível. Famílias com crianças são bem vindas.

E a quem possa interessar, faremos pães chatos (beijus, tortilhas e arepas) de nossa cultura latino-americana, com milho e mandioca, naturalmente sem glúten, sem leite, sem ovos e sem lactose, que podem ou não ser acompanhados com preparos das refeições da fazenda, que costumam contemplar todas as dietas, onívoras ou não, com carnes, peixes e legumes.

 

      

 

PROGRAMA

 

Sexta-feira

 

Sábado

 

Domingo

 

VALORES POR PESSOA

inclui 2 pernoites, 4 refeições por dia, todas as atividades e uso livre de todas as áreas de lazer da fazenda, com chegada no dia 25 de setembro (sexta) à tarde (primeira refeição jantar) e saída no dia 27 de setembro (domingo) à tarde (última refeição almoço).

_ Crianças de 5 a 10 anos 50%.

_ Crianças de até 4 anos cortesia (limitado a uma criança por quarto).

 

Cota social

Três vagas – seleção sob carta de interesse

 

INFORMAÇÕES E RESERVAS 

Pelo zap 11 99957.0118 (clique no botão abaixo à esquerda)

 

Sobre Neide Rigo

Neide Rigo é nutricionista formada pela Universidade de São Paulo – USP e sempre trabalhou de forma autônoma em pesquisa, experimentação e divulgação de ingredientes. É proprietária da Oficina Come-se, empresa de consultoria e escola de cozinha com foco em Plantas Alimentícias não Convencionais (PANC) e fermentação natural.

Foi colunista do Caderno Paladar do jornal O Estado de São Paulo, onde falava especialmente de espécies vegetais comestíveis negligenciadas e desconhecidas.

É autora do blog Come-se, fundado há 19 anos para apresentar alimentos desvalorizados e suas possíveis formas de preparo. É também co-fundadora da Horta Comunitária City Lapa, espaço cultivado com espécies aromáticas e medicinais, e há mais de cinco anos comanda expedições urbanas para reconhecimento de plantas alimentícias não convencionais no espaço urbano, PancNaCity.

Foi curadora do Projeto Comer é Mais durante três anos, no Sesc Belenzinho e do Projeto Comer é Panc durante o ano de 2018 no Sesc Pompeia.

Fez parte do corpo docente do curso de gestão cultural contemporânea do Itaú Cultural e do projeto Cozinha e Voz, parceria entre Ministério Público do Trabalho e Organização Internacional do Trabalho.

É autora do livro “Mesa Farta no Semiárido”, publicado em 2016 pela Coopercuc, Uauá-BA, como parte do projeto que incluiu a formação de merendeiras nos municípios de Uauá, Curaçá, Sobradinho e Euclides da Cunha. Em 2024 lançou pela Editora Ubu o livro “Comida Comum”.

Desenvolveu atividade de formação de merendeiras para o Governo da Bahia, em Salvador e Gandu durante o ano de 2018, participou de formação de mulheres em duas missões ao Senegal a convite da ong francesa Solidarité e ministrou oficinas de cozinha para merendeiras em Acrelândia – AC a convite da Faculdade de Nutrição da USP.

No final de 2018, a convite da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) e da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, esteve em Laranjal do Jari – AP e em Lábrea – AM, pesquisando hábitos alimentares e ministrando oficinas de formação para merendeiras destes municípios, com uso de ingredientes da floresta, que resultou na elaboração de um livro de receitas “Amazônia à Mesa”. A convite da mesma agência GIZ, em 2024 participou da formação de merendeiras de 14 municípios do Baixo Sul da Bahia com o objetivo de incentivar um maior uso de ingredientes locais na merenda escolar, resultando no livro “Cabruca à Mesa”.

Em 2020, a convite do Instituto Kabu e de Marcelo Rosembaum, participou das atividades para estruturação do projeto de imersão cultural e vivência com as mulheres kayapó na Aldeia Pykany, com consultoria sobre cozinha.

Em 2022, a convite do Instituto Mamirauá, em Tefé-AM, participou da formação de merendeiras ribeirinhas e indígenas com oficinas sobre segurança alimentar e uso de produtos locais na merenda escolar.

Em 2024, a convite da FALM – Fundação André e Lúcia e Maggi, participou de oficina para comunidade ribeirinha sobre valorização dos ingredientes regionais na formação de cardápio doméstico, escolar e de funcionários de empresas locais.

Em 2025, participou do Projeto Berço das Águas, com consultoria e oficinas sobre alimentação tradicional para Turismo de Base Comunitária na Aldeia Pé de Tucum, nas Terras Rikbaktsa (Erikbaktsa, Japuira e Escondido) a convite da OPAN – Operação Amazônia Nativa.

No mesmo ano de 2025 participou do projeto Xingu, com consultoria e oficinas de cozinha tradicional para Turismo de Base Comunitária, na Terra Indígena do Xingu, Aldeia Khikatxi , com o Povo Kisedje, a convite do ISA – Instituto Socioambiental.

Desde 2026 participa do projeto “Escola de Comer” em escolas de educação infantil da prefeitura de São Paulo (CEI) junto à Associação Beneficente Kairós, com formação de educadores de sala, de limpeza e cozinha sobre biodiversidade alimentar e Panc no espaço escolar.

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