Caminhos do interior

Este programa é um convite para famílias viverem um tempo de presença. A próxima edição acontece de 30 de maio a 2 de junho de 2024.

São dias de despertar para o ritmo da vida no campo, abrir passagem para o sensível, voltar os olhos e os corações para o pulsar da terra, ouvir os sussurros do chão.

 

 “Por ser daqui conheço as frases e as pausas
Entendo todas as piadas
Sei distinguir um pôr do sol de uma alvorada
Dia de chuva sei prever”
Interior, Tó Brandileone

 

Na prática

A vivência foi pensada para famílias que buscam atividades em meio à natureza e que desejam um fazer com sentido, conectado aos ofícios da terra e aos ciclos naturais. Ao mesmo tempo, propomos um fluxo livre, permeado pelo brincar.

São práticas nos espaços em regeneração da Fazenda Serrinha, conduzidas por um agroflorestor, uma pedagoga e um jardineiro, todos com olhares e práticas voltados a temas como agroecologia, permacultura, antroposofia, pedagogia do fazer, livre brincar, cultura da infância, pedagogia curativa e terapia social.

 

Programa

A proposta é de uma agenda flexível, em que a participação é sempre livre e aberta, sem cara feia para quem preferir ficar de boas. As atividades podem variar, mas sempre englobam:

 

• Caminhada pela Serrinha, re-conhecer o espaço

• Oficina de manufatura de embornal, para carregar sementes, folhas, galhos e tesouros encontrados pelos caminhos.

• Passeio pela floresta e colheita de microrganismos

• Manejo dos compostos orgânicos

• Trabalho na horta: adubação do solo, preparo de canteiros, cobertura com matéria orgânica, plantio de mudas e semeaduras, capinas

• Inventário da natureza: coleta de elementos naturais e criação de seres fantásticos

• Oficina de viveiro: criação de muvucas, transplante de plântulas de juçara, vasos com tintas de terra

• Artesanias com sementes e folhas: confecção de amuleto, cianotipia

• Desassoreamento do brejo, plantio de mudas ao longo do córrego

• Brincadeiras com a água, seus fluxos e ritmos

 

Quem conduz as atividades

Luísa Blanco é educadora com graduação em Pedagogia e formação em Educação Terapêutica e Terapia Social e atualmente está cursando pós graduação em psicopedagogia. Criou o Quintal bulbo (@quintal.bulbo), espaço de contraturno e ateliê para infância que favorece a prática da educação como uma construção diária de cuidado e afeto entre as pessoas, plantas, animais e seu entorno. Durante sua formação viveu no Camphill, comunidade antroposófica na Irlanda e Escócia e também participou de movimentos e grupos  relacionados à permacultura e agroecologia. Estuda e desenvolve projetos na área de educação ambiental, pedagogia do fazer, brincar livre e outras formas de pensar processos de ensino e aprendizagem. Gosta de estar com as mãos e os pés no chão, junto com crianças, cuidando da terra.

Samuel Carvalho é pai encantado e presente, permacultor de alma, agrofloresteiro de prática cotidiana e coração. Sonhador inquieto, mas realizador constante: com as mãos na terra constrói todo dia a realidade que quer ver no mundo – regeneração de ecossistemas através do cultivo de alimentos que sejam nutritivos e acessíveis. Graduado em ecologia, vê na arte da agricultura uma oportunidade para ser e ver a mudança que deseja para o mundo, sobretudo para todas as agricultoras e agricultores. Atualmente é o agricultor responsável pelo sistema agroflorestal com foco em horticultura e fruticultura do projeto Balaiar, sediado na Fazenda Malabar – Itatiba – SP, onde Samuel reside desde 2017. Antes da Balaiar, ministrou diversos cursos com temas como agroecologia, permacultura, agrofloresta e PANC (Plantas Alimentícias Não Convencionais).

Marcelo Delduque atua como paisagista, agricultor, educador e facilitador de processos de regeneração da terra e da paisagem. Eventualmente, é fotógrafo e editor. Ou um pouco de cada coisa, tudo ao mesmo tempo agora. Vive entre andanças pela Mata Atlântica e muvucas na Fazenda Serrinha, no ofício de aumentar e conectar fragmentos florestais e agroflorestais, espalhando essa ideia até depois de onde a vista alcança. Entre os projetos editoriais, gosta de destacar o livro “Amazônia – Prata – São Francisco: União d’águas, o imaginário das grandes bacias fluviais brasileiras”, organizado em parceria com Bené Fonteles, finalista do prêmio Jabuti 2014, e a exposição “Olarias”, um retrato do ofício e da vida dos oleiros da região de Bragança Paulista. Toca o dia a dia da fazenda, cuidando com especial carinho dos programas relacionados à regeneração da paisagem e dos processos educativos.

 

Onde

A Fazenda Serrinha é um espaço que resgata os processos da natureza e promove experiências criativas. Com seu território inteiramente em regeneração, acolhe trabalhos educativos, de autoconhecimento, de cura e de fazer artístico. São 120 hectares de área verde e uma charmosa estrutura de hospedagem, salas para vivências, áreas de lazer, com piscina, lago, sauna e salão de jogos, e ateliê. Trata-se de um refúgio na roça de Bragança Paulista – a 90 km de SP -, cuja paisagem é marcada pela represa do Jaguari-Jacareí e pela serra da Mantiqueira.

 

Quando

30 de maio a 2 de junho de 2024

 

Valores e reservas

Em breve!

 

Venha viver dias de conexão com a sua família aqui com a gente!

 

“Louvar a chuva de criar
A água de beber
O tempo de viver
A casa de morar” 
Casa de Morar, Cláudio Nucci

 

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